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NOTÍCIAS - Dinheiro

Segunda-feira, 26/10/2020 12:25
Por Vânia Valfogo

Juros do cheque especial sobem pelo segundo mês seguido em setembro

A taxa de 114,2% ainda está bem abaixo do limite imposto pelo Banco Central no início do ano



A taxa de juros do cheque especial subiu pelo segundo mês seguido em setembro e atingiu 114,2% ao ano, de acordo com as estatísticas divulgadas nesta segunda-feira pelo Banco Central. Em agosto, a taxa estava em 112,9% ao ano.

Mesmo com o aumento, a taxa continua abaixo do teto de 151,8% ao ano (8% ao mês) para a modalidade imposto pelo Banco Central no início do ano. Em janeiro, mês de início da vigência do limite, os juros ficaram em 140,8%, ainda bem acima do registrado em setembro.


Durante todo o ano, a taxa se manteve abaixo do limite, mas durante os meses mais críticos da pandemia ela ficou ainda menor. Em fevereiro e março, meses que ainda não tinham impacto do coronavírus na economia, a taxa estava em 130,6% ao ano. Já em abril, mês mais agudo da crise, caiu para 119,6%. Era o início de quatro meses seguidos de quedas, período interrompido em agosto.

Já a taxa do cartão de crédito rotativo (quando o cliente não paga o valor integral da fatura até a data de vencimento teve um comportamento parecido, com três meses seguidos de queda, quando chegou a 273,8% ao ano, interrompidos por um crescimento em julho para 312%.

Em agosto a taxa voltou a cair, mas em um nível menor, para 310,2%. Comportamento parecido com o mês de setembro, que registrou pequena queda para 309,9%.


Inadimplência
O Banco Central também mostra que as taxas de inadimplência caíram pelo quarto mês seguido em setembro. Para pessoas físicas, a inadimplência estav em 2,4% em maio e atualmente está em 1,5%. Já para empresas, 1 ponto percentual no mesmo período, de 5,6% para 4,6%.

Especialistas apontam que essa queda é relacionada às medidas do Banco Central de fortalecimento do sistema financeiro e com ação das próprias instituições que, para evitar o não pagamento de dívidas, ofereceram condições especiais durante a pandemia.

Crédito para empresas
O nível de concessão de capital de giro continua bem acima dos registrados antes da crise. A modalidade é uma das mais procuradas pelos empresários porque possibilita que os recursos sejam usados livremente, como para pagamento de dívidas, salários ou reposição de estoque.

Em setembro, foram concedidos R$ 39,5 bilhões, um crescimento de 27,9% em comparação com o mês anterior. NO ano, a concessão subiu 86,9%, apontando para uma grande necessidade de crédito pelas empresas para fazer frente ao impacto da crise.




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