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NOTÍCIAS - Cidade

Quinta-feira, 07/05/2020 20:17
Por Carla Mota

Promotora forma rede de apoio para amparar as mulheres vítimas de violência

Projeto Justiceiras conta com mil voluntárias neste período de isolamento

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A promotora Gabriela Manssur deu detalhes do Projeto Justiceiras, nesta quinta-feira (30), no Programa da Cinthia.


A promotora de Justiça de São Paulo Gabriela Manssur é uma das figuras que têm articulado novas redes de luta contra a violência de gênero. Ela está à frente do projeto Justiceiras, uma iniciativa que reúne mais de mil voluntárias na área do Direito, Psicologia e Assistência Social e que tem como objetivo acolher mulheres vítimas de violência doméstica no período da quarentena. A proposta tem a missão de eliminar o deslocamento para buscar ajuda e contribuir com as informações necessárias para que a mulher possa denunciar o agressor e lutar pelos seus direitos de defesa e proteção junto à Justiça.

O projeto Justiceiras foi idealizado em meio à preocupação com o aumento dos casos de violência doméstica durante o isolamento social. Somente no mês de março foram decretadas 2.500 medidas protetivas em caráter de urgência, enquanto, no mês anterior, em fevereiro, foram 1.934. Houve também o aumento no número de prisões em flagrante devido a casos de violência doméstica. Em fevereiro, foram registradas 177, e, em março, subiram para 268.
Os profissionais prestam orientações nos âmbitos jurídicos, psicológicos, médicos, assistência social, e, ainda, oferecem uma rede de acolhimento para apoiar mulheres em situação de violência nessa difícil fase de buscar ajuda e fazer uma denúncia.

O atendimento é on-line. Basta entrar em contato via WhatsApp, pelo telefone (11) 99639-1212. Ao enviar uma mensagem, as mulheres recebem um link para preencher um formulário. A partir desse contato, todos os casos terão acompanhamento. Ao chegar ao conhecimento das autoridades competentes, será decidida a necessidade de medidas protetivas e se essa ordem judicial será cumprida.

O projeto já recebeu mais de 500 chamadas no WhatsApp, e mais de 200 encaminhamentos das vítimas. Foram realizados 147 atendimentos, e, destes, 57% das mulheres já tinham solicitado ajuda anteriormente, e 43% a buscaram pela primeira vez. O canal atende em âmbito nacional, e, até o momento, boa parte das solicitações é representada pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Minas Gerais. 




Ouça a Entrevista na Integra! 



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