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NOTÍCIAS - Mundo

Quarta-feira, 27/11/2019 16:22

Bebê de noiva que faleceu no dia do casamento recebe alta da UTI.

Agora que ela está em casa, uma parte desse vazio foi preenchida?, comemora tenente Gonçalves



A pequena Sophia, filha de Flávio Gonçalves e Jéssica Guedes, que faleceu depois de ter um acidente vascular cerebral (AVC) minutos antes de subir ao altar no dia 14 de setembro, teve alta da UTI Neonatal em que ficou internada durante 70 dias neste sábado (23). 

Jéssica teve a hemorragia cerebral quando estava grávida de 7 meses e foi levada da igreja onde  trocaria os votos com Flávio diretamente para o hospital, onde passou por uma cesárea de emergência em que os médicos conseguiram salvar a vida da menina.

 

Sophia nasceu com cerca de 1kg e desde então enfrentou uma infecção hospitalar, tromboses no coração e pescoço e passou por uma cirurgia para retirada de uma hérnia inguinal, que ocorre quando uma parte do intestino se projeta através de uma fraqueza nos músculos abdominais, formando uma protuberância geralmente na virilha. “A Sophia é uma guerreira”, disse o tenente Flávio Gonçalves, de São Paulo, em entrevista à Crescer. “Ela me dá muita força para seguir em frente depois da perda da Jéssica. Ficar em um ambiente de UTI, vendo as macas e o centro cirúrgico quando as memórias do que aconteceu com minha noiva são tão recentes foi terrível, mas faria tudo de novo pela minha filha. Sei que ela precisa de mim”.

Apesar dos problemas de saúde que enfrentou, Sophia, que hoje pesa 2,2 kg, não ficou com sequelas, e precisa de acompanhamento com especialistas apenas por conta da prematuridade. Gonçalves, que já voltou ao trabalho, ia na UTI todos os dias para ficar com a filha e diz estar aliviado por finalmente tê-la em casa. “Em uma UTI, os pais não são visita, mas parte do tratamento” conta. “É essencial estar presente e cuidar do próprio psicológico para ser capaz de conseguir oferecer o melhor pro bebê. Quando ela estava internada, os fins de semana, principalmente, eram muito difíceis, a angústia era muito grande. Agora que ela está em casa, uma parte desse vazio foi preenchida”.

 

Só costuma resmungar quando quer atenção. “Está sendo um recomeço para toda família”, diz Gonçalves. “Decorei o quarto da Sophia sozinho, com os itens que a Jéssica tinha comprado. Na maior parte do dia, a Sophia fica com minha sogra e eu sou o responsável pelos cuidados na madrugada. Coloco no berço, canto músicas e conto histórias da mãe dela”.

A experiência na UTI Neonatal impactou tanto Gonçalves que ele decidiu se tornar um ativista pelos direitos dos prematuros e seus pais. Atualmente, ele promove o tema em seu Instagram, que tem mais de 229 mil seguidos, e participa de eventos para aumentar a conscientização sobre o assunto. “Via as mães que estavam todo dia na UTI Neonatal, muitas sem o suporte de um parceiro e percebi o quanto precisavam de apoio, de uma rede que pudesse dar assistência. Quero pegar minha dor e transformar em algo que possa ajudar essas pessoas”, afirma.

 


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