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NOTÍCIAS - Política

Quinta-feira, 21/03/2019 13:55
Por Luiz Carlos Ramos

Michel Temer é preso e levado ao Rio de Janeiro.

O ex-presidente é acusado de participar de caso de propina sobre Angra 3





Foto: Wikimedia Commons | Marcada para Reutilização Google


Michel Temer, ex-presidente da República, foi preso em São Paulo na manhã desta quinta-feira, dia 21, pela força-tarefa da operação Lava Jato e levado de avião para a Polícia Federal do Rio de Janeiro, acusado de participar de corrupção em torno de obras para a usina nuclear Angra 3, em Angra dos Reis, do litoral do Estado do Rio. A Rádio Capital divulgou as primeiras informações durante o Debate das 11, apresentado por João Ferreira, e prosseguiu a cobertura no Programa Eli Corrêa.

Conduzido pelos policiais até o Aeroporto internacional de Cumbica, ele chegou ao Rio para depor perante o juiz Marcelo Bretas, da Operação Lava Jato, o mesmo que havia participado de ações contra o ex-governador Sérgio Cabral, já condenado a quase 200 anos de prisão. Bretas é da 7.ª Vara Federal Criminal do Rio.

Ao ficar sem mandato, em 1.º de janeiro, Temer perdeu a prerrogativa de foro perante o Supremo Tribunal Federal, e denúncias contra ele foram mandadas para a primeira instância da Justiça Federal.

No Rio, foi preso Moreira Franco, ex-ministro de Minas e Energia, além de  mais seis pessoas, entre elas empresários.

Desde quarta-feira, a PF tentava rastrear e confirmar a localização de Temer, sem ter sucesso. Por isso, a operação prevista para as primeiras horas da manhã desta quinta-feira acabou atrasando e ocorreu somente às 11 horas.

O ex-presidente Michel Temer responde a dez inquéritos. Cinco deles tramitavam no Supremo Tribunal Federal, pois foram abertos à época em que o emedebista era presidente da República e foram encaminhados à primeira instância depois que ele deixou o cargo.

Os outros cinco foram autorizados pelo ministro Luís Roberto Barroso em 2019, quando Temer já não tinha foro privilegiado. Por isso, assim que deu a autorização, o ministro enviou os inquéritos para a primeira instância, incluindo o de possível corrupção no Decreto dos Portos, que aponta irregularidades em concessões do Porto de Santos, o maior da América Latina.

O caso específico da prisão de Temer, que está com o juiz Marcelo Bretas, trata das denúncias do delator José Antunes Sobrinho, dono da Engevix, uma empreiteira de obras de São Paulo, cujos donos já foram condenados pela Justiça nos primeiros anos da Lava Jato.

O empresário Antunes disse à Polícia Federal que pagou 1 milhão de reais em propina, a pedido do coronel João Baptista Lima Filho (amigo de Temer) e do ex-ministro Moreira Franco, sob o conhecimento do presidente Michel Temer. A Engevix havia fechado contrato para um projeto visando a conclusão da usina Angra 3. As usinas Angra 1 e Angra 2 estão prontas, com base na tecnologia passada ao Brasil por meio de acordo com a Alemanha em 1976. Falta concluir Angra 3.

Michel Temer (MDB) foi o 37.º presidente da República do Brasil. Ele assumiu o cargo em 12 de junho de 2016, depois de ter sido votado, na Câmara dos Deputados, o impeachment de Dilma Rousseff. Em 31 de agosto, com a derrota de Dilma no Senado, Temer, como vê, ganhou o direito de ficar no poder até o fim do mandato. Ele passou a faixa presidencial a Jair Bolsonaro em 1.º de janeiro de 2019, resistindo às denúncias de maio de 2017 quando do escândalo da JBF. Agora, com a ajuda de advogados, Temer tenta esclarecer sua posição no episódio de Angra, porém sabendo que é alvo de outras acusações, incluindo a mais pesada, a do Decreto dos Portos.

Formado em Direito, professor universitário, Temer começou a carreira pública nos anos 1960, quando assumiu cargos no governo estadual de São Paulo, entre os quais o de secretário da Justiça e secretário da Segurança Pública. Ao final da ditadura, na década de 1980, foi deputado constituinte e, alguns anos depois, foi eleito deputado federal para quatro legislaturas. Por 15 anos, chegou a ser presidente do PMDB, hoje MDB.

Pelo menos durante um dia – 21 de março de 2019 – o Brasil teve dois ex-presidentes na cadeia: Lula, em Curitiba, desde 7 de abril de 2018, e Temer, no Rio, desde ontem.






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