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NOTÍCIAS - Brasil

Segunda-feira, 03/09/2018 14:31
Por Carla Mota

Defesa Civil não constata risco de desabamento do prédio do Museu Nacional do Rio de Janeiro

Instituição de 200 anos abrigava o acervo da memória nacional



Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil/Agência Brasil

O ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, visita nesta segunda-feira (3) no Rio de Janeiro, o que restou do Museu Nacional, após o incêndio que atingiu o prédio na noite deste domingo (2). Além de falar sobre as medidas que serão tomadas daqui pra frente para reconstrução da instituição, o Ministério da Cultura, também pretende apresentar um plano de prevenção para outros centros históricos do país. O incêndio de grandes proporções destruiu praticamente todo o prédio principal do Museu, localizado na Quinta da Boa Vista, zona norte da cidade. De acordo com os bombeiros, uma pequena parte do acervo foi retirada antes de ser atingida. Cerca de 80 homens da corporação atuaram no combate as chamas. O fogo foi controlado durante a madrugada. Ninguém ficou ferido. Homens da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros estão realizando hoje uma inspeção no prédio para calcular o tamanho dos estragos e descobrir se alguma peça ainda pode ser salva. Os técnicos não constataram risco de desabamento do prédio, porém recomendaram a interdição do local. O comando do Corpo de Bombeiros informou ainda que o combate ao fogo foi prejudicado por falta de água nos hidrantes próximos ao edifício. Já a Companhia Estadual de Águas e Esgoto do Rio de Janeiro negou que tenha faltado água para o combate ao incêndio. O Museu Nacional do Rio de Janeiro completou 200 anos em junho e tinha mais de 20 milhões de itens. Era a mais antiga instituição científica do Brasil e o maior museu de História Natural e Antropologia da América Latina. O presidente Michel Temer divulgou uma nota, lamentando o incêndio e destacando o episódio como “incalculável” perda para o Brasil. A Instituição vivia há cerca de três anos com orçamento reduzido. A falta de manutenção adequada resultou em diversos problemas, como exibições canceladas e infestações de cupins, além de um breve período fechado, em 2015, por atraso de pagamentos aos funcionários. A imprensa mundial repercutiu a tragédia. Os jornais internacionais classificaram o episódio como “História queimada”.

 





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