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Quarta-feira, 13/06/2018 15:22
Por Ana Paula Novaes

Jovem da periferia de SP se forma em Harvard, volta ao Brasil e encabeça projetos sociais

Confira a inspiradora história de Tabata Amaral, entrevistada pelo repórter Cid Barboza.

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Tabata Amaral (centro) cresceu na Vila Missionária e estou na rede pública antes de se formar em Harvard
Foto: Arquivo pessoal




O Brasil está precisando mais do que nunca de bons exemplos e histórias inspiradoras. Uma delas é a de Tabata Amaral. A jovem de 24 anos, filha de um cobrador de ônibus e de uma vendedora de flores, nasceu na cidade de São Paulo e foi criada na periferia – no bairro de Vila Missionária, na zona sul.

Depois de estudar durante o ensino fundamental em escolas da rede pública, ganhando diversas competições como a Olímpiada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), Tabata foi convidada a fazer o ensino médio em uma escola particular com bolsa de estudos.

Porém, seu sucesso não parou por aí. Ao concluir a educação básica, a jovem de origem humilde foi aceita por seis universidades americanas, principais instituições de ensino do mundo: Harvard, Yale, Columbia, Princeton, Pensilvânia e o Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). Escolheu Harvard, onde se formou em Astrofísica e Ciência Política.

De volta ao Brasil, Tabata encabeça agora uma série de projetos importantes na área da Educação. O repórter Cid Barboza conversou com ela sobre essas iniciativas.

“Desde que me formei venho me dedicando à educação pública. Sou da periferia de São Paulo, moradora orgulhosa da Vila Missionária, na zona sul, e tive muitas oportunidades educacionais muito cedo, que me permitiram ter acesso a um mundo maior, a sonhos que eu nem sabia que existiam e que eram possíveis”, destaca.

Tabata ressalta a importância dos professores em sua bem-sucedida trajetória. “Encontrei professores que, no momento em que eu desistia, em que eu tinha certeza que aquele lugar não era para mim, que eu pertencia a sonhos menores, me motivaram. Eles me fizeram acreditar, reconsiderar e voltar a sonhar. Além de muito esforço e disciplina”, acrescenta.

A jovem trabalha atualmente em duas Ongs: Mapa Educação, um movimento de jovens em prol da educação pública de qualidade e o Movimento Acredito, voltado para a renovação política. “Estou aprendendo, cada vez mais, a importância de termos expectativas altas, também para a escola pública, sabendo que todos devem e podem sonhar grande”, finaliza.

Confira a entrevista completa nos áudios no topo da página. Basta clicar os botões play.





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