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Terça-feira, 13/03/2018 15:38
Por Ana Paula Novaes

Pesquisa revela que 70% das crianças já tiveram acesso, de forma acidental, a conteúdo pornográfico na internet

Confira na reportagem de Carla Mota.

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Uma pesquisa da Organização Inglesa GuardChild revela que 70% das crianças e adolescentes entre 7 e 17 anos informaram ter encontrado pornografia de forma acidental enquanto navegavam na internet.

Sobre esse assunto tão preocupante, a repórter Carla Mota conversou com o especialista em marketing digital da Fundação Getúlio Vargas (FGV), André Miceli, que afirma ser possível manter as crianças distantes deste tipo de informação. “Os pais podem adotar algumas medidas para que se evite este tipo de situação, mas é absolutamente impossível que se consiga zerar essa possibilidade”, diz. “Os pais podem, por exemplo, adotar a política de ‘portas abertas’, ou seja, a criança só pode acessar a internet se estiverem de portas abertas em seus cômodos ou colocar o computador na sala. Outra alternativa é tecnológica: existem soluções e aplicativos que impedem um conteúdo de ser apresentado. O pai consegue travar esse conteúdo de aparecer”, indica.

O especialista alerta também para a necessidade de se impor limites às crianças. “O Bill Gates, por exemplo, que é um ícone deste processo de popularização da tecnologia, que diz que seus filhos só começaram a usar celular depois dos 15 anos. Há um pedaço dessa história que é absolutamente humano, a relação dos pais com os filhos, além da questão do tempo de uso”, opina.

Além da pornografia, Miceli alerta para outros riscos relacionados à internet. “Há o risco do ciberbullying, que acaba tomando uma proporção muito maior. Há também o vício do uso, a questão sexual, o que representa riscos de natureza diferente”, acrescenta.

E se os pais encontrarem algo indesejável no computador dos filhos ou até mesmo indícios de crimes virtuais? “Existe a delegacia de crimes virtuais e movimentos do governo que são responsáveis por tratar essa questão diretamente. Os pais podem se dirigir a estas entidades e pedir proteção”, frisa.

O especialista ainda destaca quais são os sinais para desconfiar de que há algo errado com os conteúdos acessados pelos filhos. “É bastante normal que o primeiro traço que permita a desconfiança é uma mudança no padrão de comportamento. Se seu filho está se comportando de uma maneira um pouco diferente do convencional, fique mais perto, investigue, converse. É importante que os pais se mostrem abertos a ouvir. Os pais precisam falar sobre isso abertamente sem que a criança ou o adolescente tenha medo de contar o que está acontecendo”, indica.

Saiba mais sobre esses cuidados na entrevista completa nos áudios no topo da página. Basta clicar o botão play.




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