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NOTÍCIAS - Exclusivas / Política

Quinta-feira, 08/03/2018 13:53
Por Ana Paula Novaes

Partidos políticos dão menos financiamento às candidaturas de mulheres do país

Mulheres ainda são minoria na política brasileira. Confira na reportagem de Raquel Rieckmann.

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Sessão solene realizada na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (8) em homenagem ao Dia Internacional da Mulher
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado





A presença da mulher na política no país ainda está longe de ser expressiva. Em um ranking com 190 países, o Brasil ocupa a 152ª colocação. Além disso, O IBGE revela que, sobre a presença feminina na Câmara dos Deputados, apenas 10% das cadeiras são ocupadas por mulheres.

Sobre este assunto, a repórter Raquel Rieckmann conversou com a cientista política Beatriz Sanchez, que acredita que tem aumentado a busca por mulheres a ocuparem cargos políticos no Brasil, mas algumas barreiras impedem a candidatura. “Essa barreiras dizem respeito principalmente ao financiamento das campanhas das mulheres e a seleção dos candidatos que vão ocupar os principais postos dentro dos partidos. Os partidos acreditam que as candidaturas masculinas têm mais chances de ter sucesso e por isso dão mais dinheiro às candidaturas dos homens do que das mulheres”, destaca. “Outra questão tem relação com a divisão sexual do trabalho, ou seja, ainda hoje as mulheres são as principais responsáveis pelas tarefas domésticas, pelo cuidado com os filhos e isso faz com que elas tenham menos tempo para se dedicar às atividades políticas se comparadas aos homens”, acrescenta.

Ela ressalta que a cota para mulheres nos partidos é outro problema, já que estas entidades têm autonomia para adotar a medida ou não. “Temos alguns partidos que adotam políticas de cotas internas e outros que não. Não existe uma lei que obrigue os partidos a terem cotas internas, o que existe é uma lei que obriga que os partidos lancem 30% de candidaturas de mulheres. O que acontece é que muitas vezes os partidos não cumprem essa lei ou, se cumprem, lançam candidaturas sem a menor condição financeira só para cumprir a cota”, explica.

Porém, São Paulo já começa a viver um novo cenário, ressalta Beatriz. “Temos visto diversas candidaturas de mulheres jovens. Nas eleições para a Câmara Municipal de São Paulo, por exemplo, algumas vereadoras eleitas tinham se candidatado pela primeira vez e conseguiram ser eleitas. Está rolando um processo de renovação na política. No âmbito nacional, é mais difícil você conseguir se eleger do que no municipal”, diz.

 E a dúvida que não quer calar: mulher vota em mulher? Segundo Beatriz, a resposta é sim. “Pesquisas que fizeram a seguinte pergunta ‘você deixaria de votar em alguém por ser mulher?’, quase 90% das mulheres respondem que não têm problemas em votar em mulheres. O problema é que as candidaturas das mulheres acabam aparecendo menos. Por uma questão estrutural dos partidos políticos, as mulheres acabam recebendo menos votos de mulheres, mas isso não tem a ver com preconceito”, frisa.

Mais mulheres na política significa também um maior apoio aos direitos, garantidos por lei. Enquanto o Brasil tem o pior resultado no ranking da ocupação feminina no parlamento, a Bolívia, por exemplo, aparece na segunda posição do ranking, com 53% das cadeiras da Câmara ocupadas por mulheres.

Confira a reportagem completa no áudio no topo da página. Basta clicar o botão play.




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