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Sexta-feira, 23/02/2018 12:47

Por quê o mundo ouve a Rádio Capital?

O professor Júlio Darvas explica o crescimento da audiência




O professor Júlio Darvas rodeado por membros da equipe da Rádio Capital
Foto: Rádio Capital




O constante crescimento da audiência da Rádio Capital na região metropolitana de São Paulo, no Brasil e no mundo comprova que o rádio é o veículo de comunicação que mais chega ao coração das pessoas e, portanto, é apaixonante, é eterno”, define o professor Júlio Darvas, especialista em marketing, com a experiência de ter acompanhado a introdução de importantes inovações no rádio brasileiro nos últimos 50 anos, tendo participado de algumas delas.

Darvas ressalta que “o avanço da tecnologia, que contribuiu para levar a mídia impressa a se ajustar à nova realidade dos meios de comunicação, vem sendo fundamental para que o rádio, a cada dia, esteja mais presente na vida de gente de todas as idades e de todas as classes sociais”. Ele explica: “É o milagre tecnológico da internet, das mídias digitais, dos novos telefones celulares, transformando programas de rádio de âmbito local em programas de alcance mundial. Neste exato momento, a Rádio Capital, de incrível audiência por meio de aparelhos convencionais de rádio em residências na região metropolitana de São Paulo, no Interior do Estado e no Litoral, está sendo ouvida também nos mais distantes rincões do nosso Brasil e em inúmeros países, como Portugal, Espanha, França, Itália, Estados Unidos, Japão e Argentina.”

Júlio Darvas  ressalta que “o Mundo ouve a Capital”. É, por sinal, o que diz o novo slogan da Rádio Capital. Para ele, o slogan é totalmente apropriado: “Foi-se o tempo em que ouvir rádio se resumia a ficar diante dos antigos aparelhos de válvulas ou dos radinhos de pilha ou dentro de automóveis. No século 21, de instantaneidade, houve uma verdadeira revolução nas comunicações, e o rádio soube se beneficiar disso. Já não há simplesmente emissoras de rádio AM ou AM. O que há é o rádio, que pode ser acessado a partir dos mais diferentes meios, com maravilhoso alcance. E a Capital soube dar os passos necessários para se utilizar de tal avanço. Seus ouvintes do mundo inteiro agradecem. Na atualidade, comunicadores experientes e de carisma, como Eli Corrêa, Paulo Lopes e Cinthia, estão unidos a jovens profissionais de entretenimento e de jornalismo. Juntos, eles e elas consolidam a fidelidade do público habitual e ajudam a atrair novos ouvintes para a emissora.”

O professor Júlio Darvas, que completou 90 anos de idade em janeiro, 68 dedicados ao trabalho em marketing, visitou a Rádio Capital na sexta-feira, 23 de fevereiro, conversou com o diretor-geral Francisco Paes de Barros e com o coordenador de Jornalismo, Luiz Carlos Ramos, autor deste texto. Sua presença na Rádio está registrada nesta foto ao lado de uma poderosa ala feminina e do operador Leonardo Pinheiro, que participam do sucesso de programas e da difusão desse conteúdo junto aos ouvintes.

Na foto, aparecem, da esquerda para a direita, o operador de áudio (sonoplasta) Leonardo Pinheiro, a jornalista Raquel Rieckmann, a atendente Márcia Pinheiro dos Santos, as jornalistas Ana Paula Novaes, Ângela Mattos e Carla Mattos e a especialista em mídias digitais Thabata Fiore. São jovens profissionais de diferentes atividades, que contribuem para os programas e as informações irem ao ar na Rádio Capital e também para que o conteúdo captado através de aparelhos de rádio convencionais também chegue ao público através de outros meios, como os computadores e os celulares.

 

“Informação, a essência da democracia”

Em sua trajetória como especialista em marketing e comunicação, o professor Julio Darvas tem tomado por base uma premissa: “A informação é a essência da democracia. A atual fase da democracia brasileira depende diretamente da informação. Informação de instantaneidade, mas que seja também informação correta, precisa, de credibilidade, em contraste com as destrutivas fakenews. O rádio propicia essa informação segura. E a Rádio Capital preza por esse princípio, honrando sua tradição de ética e de confiabilidade e respeito junto aos ouvintes.”

Júlio Darvas recorda que, até o fim dos anos 1970 e início dos anos 1980, a maioria das rádios brasileiras era essencialmente musical e de entretenimento, embora várias delas já tivessem boletins noticiosos. Em 1980, numa viagem aos Estados Unidos, ele desenvolveu um projeto que levaria, no final da década, à criação, em São Paulo, da Rádio CBN, “a Rádio que toca notícia”. Darvas levou adiante a missão internacional em companhia de Gualberto Curado, a pedido do então diretor da Rádio Globo e da Rádio Excelsior de São Paulo, Francisco Paes de Barros. A Excelsior se transformaria na CBN. Na viagem, o professor fez um estudo sobre as emissoras americanas, que, então, já davam grande importância à informação. Foi em abril de 1980 que a Excelsior passou por completa reformulação de seu estilo: deixou de ser a “Máquina do Som”, exclusivamente musical, para se tornar uma emissora jornalística; em plena ditadura militar, ganhou fama como “a rádio da abertura”, pois dava espaço para todas as tendências políticas da época.

Pesquisas e credibilidade

Antes dessa experiência, porém, o professor Darvas já havia participado de trabalhos com Paes de Barros, atual diretor da Rádio Capital. Em 1970, quando Paes de Barros era diretor da Rádio Record, em São Paulo, ele foi convocado para colocar em prática uma de suas grandes especialidades: a pesquisa. Com tal vivência, Darvas não só contribuiu para que institutos de pesquisa modernizassem o levantamento sobre a audiência das emissoras de rádio como também participou do projeto que lançaria um grande comunicador popular nas madrugadas: Zé Béttio. Nascido em Promissão, no Oeste paulista, Zé Béttio foi descoberto por Francisco Paes de Barros quando trabalhava numa rádio de Guarulhos. E, lançado na Rádio Record, tornou-se enorme sucesso artístico e comercial.

O mundo deu voltas. Francisco Paes de Barros saiu da Record para o Sistema Globo em 1979, transformou a Excelsior numa rádio jornalística e preparou o terreno para a aplicação do modelo que  mudaria essa emissora para CBN. Em 1983, Francisco Paes de Barros voltou para a Rádio Record e, mais uma vez, recorreu ao professor Júlio Darvas, que se tornou responsável por várias pesquisas de grande importância. Um episódio fez história: a série de pesquisas de intenção de voto para as eleições municipais de São Paulo de 1985. Enquanto os institutos de pesquisa cravavam vitória de Fernando Henrique Cardoso, Darvas bancou, na Rádio Record, que o vencedor seria Jânio Quadros. Feita a apuração, foi proclamado o resultado: Jânio vencera por apenas 147 mil votos de diferença. Vitória de Jânio. Vitória de Darvas, que usou métodos avançados de pesquisa, ponderando as intenções de voto nas várias regiões paulistanas, que, como se sabe, têm múltiplas características. A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo  aprovou a proposta de um voto de congratulações à Record por esse acerto.

Em 2005, quando Francisco Paes de Barros foi convidado por Nelson Morizono para ser diretor-geral da Rádio Capital, Júlio Darvas entraria novamente em cena. O convite de Morizono, conceituado gestor independente, líder empresarial do atual grupo RS Morizono e que em 1997 havia assumido o controle da Capital, fundada pelo empresário Edivaldo Alves da Silva em 1978, sensibilizou Paes de Barros. A MS Morizono, em que Meire Fukugaiti é CEO, vem dando todo o apoio à modernização da emissora nestes 13 anos. Darvas agiu no início da gestão Paes de Barros como conselheiro do diretor para o marketing e a programação. Em 2006, o professor coordenou, na Rádio Capital, boletins de análise das pesquisas eleitorais para presidente da República, em que o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seria reeleito, derrotando Geraldo Alckmin (PSDB). Darvas criou um slogan que vigora até hoje em época de pleitos: “Rádio Capital, a Voz Imparcial”. O sucesso daquele trabalho fez com que a análise de pesquisas viesse a ser feita também nas eleições de 2008 e 2010. A imparcialidade e a ética persistem e deverão ser mantidas no decorrer de 2018, em que o Brasil terá importantes eleições. Não por acaso, nestes 12 anos, a Capital jamais foi alvo de ação na Justiça Eleitoral por parte de um ou outro partido político.

“A credibilidade não é conquistada da noite para o dia. É resultado de um longo processo, de um investimento sério”, define o professor Júlio Darvas,  que em 2010 lançou o livro “Economia é Política, Política é Economia”, tendo como coautor o jornalista Luiz Carlos Ramos. Esse livro focaliza as campanhas eleitorais do Brasil desde a volta das eleições diretas, em 1989, mostrando que a política e a economia são irmãs siamesas, algo que se ressalta em cada palanque, assim como no horário eleitoral do rádio e da TV e nos debates entre candidatos.

“È muito bom ver o quanto a Rádio Capital busca a constante modernização, de acordo com o avanço da tecnologia. Mas não há tecnologia que supere o ser humano. E a Capital está sempre preocupado com o cidadão em si,  com entretenimento e informação de qualidade, sem sensacionalismo. O avanço da tecnologia mudou a difusão e a forma de a Rádio Capital chegar ao público, agora um verdadeiro mundo. A Capital, mais uma vez, sai na frente, como inovadora, a serviço do ouvinte”, completa o professor Júlio Darvas.




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