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NOTÍCIAS - Educação / Exclusivas

Terça-feira, 05/12/2017 13:58
Por Ana Paula Novaes

Psicopedagoga alerta para os riscos do uso da tecnologia pelas crianças

Confira na reportagem de Carolina Mattos.

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O uso das tecnologias pelas crianças deve ser supervisionado pelos adultos
Foto: Leon Rodrigues/Secom




Todos os extremos costumam fazer mal. Pensando nas tecnologias disponíveis atualmente e nas facilidades que oferecem, a questão que fica é: qual é o risco da crescente exposição aos dispositivos como smartphones e tablets para as crianças?

Para responder a esta dúvida, a repórter Carolina Mattos conversou com a psicopedagoga do Instituto NeuroSaber, Luciana Brites. “O que estamos vendo é uma efetiva massificação destes dispositivos e utilização pelas crianças. Temos alguns trabalhos de universidades norte-americanas que mostram que crianças que são expostas a estas tecnologias muito cedo, por volta de 1 ou 2 anos, isso pode acabar estimulando até mesmo um atraso de linguagem e na fala destas crianças”, diz.

A psicopedagoga frisa a importância das tecnologias, mas faz o alerta para o uso adequado destas ferramentas. “Elas devem ser muito bem utilizadas e mediadas pelos pais”, orienta.

Luciana Brites destaca que as crianças têm facilidade em aprender a usar os dispositivos como tablets e smartphones, porque estas ferramentas contam com tecnologias intuitivas. “Essas tecnologias já são feitas para economizar pensamento e estratégias. É como se não precisássemos pensar muito para fazer o que a máquina quer que façamos. Além disso, toda vez que nos relacionamos ou temos alguma interação com a máquina, ela tem uma resposta, o que acaba estimulando este contato e a continuidade”, opina.

Ela ainda salienta que o controle dos pais deve começar pelo exemplo a ser dado. “Muitas vezes os próprios pais ficam no celular ou no computador. Eles precisam resgatar coisas que são antigas: tomar um café juntos, passear, ir à pracinha, ver televisão. Eles podem fazer uso da tecnologia, mas desde que seja mediado pelos pais”, argumenta.

Luciana Brites também alerta para os riscos da exposição demasiada às tecnologias. “São muitas as alterações de comportamento. A criança não quer fazer mais nada, o adolescente so quer ficar no quarto jogando. Como essa tecnologia estimula respostas com endorfinas e nos neurotransmissores, ela dá prazer, o que pode fazer a criança se viciar e querer fazer só aquilo. Além de alterações de sono, a fuga da rotina diária, alimentação”, diz.

Segundo ela, o recomendado pela Sociedade Brasileira de Pediatria é que as tecnologias sejam usadas apenas a partir dos dois anos de idade e pelo mínimo de tempo possível. “Quanto maior a idade, maior o tempo de uso. Então, uma criança de seis, sete anos pode usar a tecnologia por 1 hora por dia, intercalado com outras coisas”, destaca.

Confira a entrevista completa nos áudios no topo da página. Basta clicar os botões play.






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