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NOTÍCIAS - Social

Quinta-feira, 06/04/2017 14:56
Por Ana Paula Novaes

Castelinho da Rua Apa é entregue após restauro para ong que capacita moradores de rua

Confira na reportagem de Cid Barboza.



Um imóvel que ficou marcado por um crime terrível, ocorrido em 1937 e que, desde então, foi cercado por histórias misteriosas, agora tem, finalmente, uma destinação nobre. Trata-se do Castelinho da Rua Apa, no bairro de Santa Cecília, na região central de São Paulo. Após 50 anos de abandono e deterioração,o imóvel foi  entregue totalmente reformado à organização não-governamental Clube de Mães do Brasil.

O governador Geraldo Alckmin fez a entrega e falou sobre a iniciativa. “São duas boas notícias. Primeiro, a restauração do prédio do Castelinho, que fica ao lado da Avenida São João, na Rua Apa, de 1912. O prédio tem uma importância histórica arquitetônica para a cidade de São Paulo. Foram R$2,9 milhões investidos em um trabalho feito em 20 meses. Segundo e mais importante é a destinação do Castelinho para o Clube de Mães, uma organização não governamental, fundado pela Maria Eulina, e que trabalha com moradores de rua, com refugiados, pessoas que passam necessidades. É um trabalho muito bonito, um verdadeiro coração de mãe”, destacou. “Por um lado, São Paulo ganha o Castelinho totalmente restaurado e, por outro, o Clube de Mães fará um belíssimo trabalho social de capacitação de pessoas, de atendimento social a quem precisa”, acrescentou.

O Castelinho da Rua Apa ficou conhecido após ser o palco de uma tragédia. Em maio de 1937, mãe e dois filhos foram encontrados mortos a tiros. Na época, a polícia afirmou que Álvaro César Guimarães Reis matou o irmão Armando e a mãe, dona Maria Cândida e em seguida se matou. O crime teria sido cometido por razões comerciais.

Até hoje, os descendentes da família contestam a conclusão da família. Como é o caso de Leda de Castro Kiehl, filósofa formada pela USP, que escreveu o livro “O crime do Castelinho – mitos e verdades”. Ela é bisneta dos proprietários do imóvel. “Foi muito triste, porque foi dito que um dos rapazes matou o irmão, a mãe e depois se suicidou. A família não teve jeito de se defender. Entrou na justiça, mas como eles foram encontrados mortos no Castelo, sem a presença de ninguém, a investigação foi feita ‘nas coxas’. Meu livro conta a história real. Não tem fantasma, assombração e nem energia negativa. Ele conta o que aconteceu realmente, com todos os jornais da época e documentos”, explicou. Ela aprova a destinação do Castelinho.

O prefeito João Doria, o secretário da Justiça e da Defesa da Cidadania, Márcio Fernando Elias Rosa, e a primeira-dama Lu Alckmin participaram da cerimônia de entrega do restauro.

Confira mais na reportagem e fotos de Cid Barboza.

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